sábado, 1 de fevereiro de 2014

Sistema reunirá dados sobre os imóveis rurais do DF

Cadastramento será obrigatório

A partir de hoje, os 19 mil proprietários rurais do DF precisarão informar os dados de seus imóveis ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) do Distrito Federal, uma ferramenta que permite a regularização ambiental da área e o acompanhamento da atividade sem desmatamentos.

O CAR é uma parceria do GDF com o Ministério do Meio Ambiente e terá informações como: nome do proprietário do imóvel, documentos que comprovam a propriedade ou posse, identificação e delimitação do perímetro do imóvel, áreas remanescentes de vegetação nativa, de preservação permanente, de reserva legal, de uso restrito e as áreas consolidadas.

O cadastro é feito através de um programa baixado da internet. A identificação e a avaliação das propriedades serão feitas, principalmente, com o uso de imagens de satélite, que permitirão o levantamento, a reunião e o cruzamento de dados. "A partir das informações coletadas será possível buscar soluções para cada imóvel que não esteja de acordo com as regras ambientais", destacou o secretário de Meio Ambiente do DF, Eduardo Brandão.

A inscrição é obrigatória para todos os imóveis rurais, sejam eles públicos ou privados, e será, no futuro, requisito para o acesso ao crédito agrícola. Com o cadastro, os proprietários também terão regularização ambiental, segurança jurídica, facilitação para pagamento por serviços ambientais, condições para comercialização de Cotas de Reserva Ambiental e maior competitividade no mercado.

"Estar legalmente e ambientalmente habilitado facilita o crescimento em qualquer área da propriedade", disse Emanuel Marrocos, o primeiro proprietário rural a preencher o cadastro no DF.

No DF, mais de 390 mil hectares são de zona rural. Mais de 80% dos imóveis dessas áreas estão em pequenas propriedades.

"Essa ferramenta vai ajudar muito no esforço que fazemos no DF para garantir o desenvolvimento sustentável, um ativo fundamental pra atrair oportunidades, investimentos limpos e geração de emprego e renda para as gerações atuais e futuras", disse o governador Agnelo Queiroz, durante o lançamento da tecnologia.

Como se cadastrar – O programa pode ser baixado através do site do Ibram ou diretamente no link do CAR.

No formulário de inscrição o proprietário ou posseiro do imóvel rural deve identificar o perímetro do imóvel, as áreas consolidadas, as áreas protegidas, como área de proteção permanente, reserva legal e áreas de uso restrito, os passivos, áreas a recuperar, e os ativos ambientais, excedentes de vegetação nativa.

"Funciona como uma versão do Imposto de Renda orientada para o mundo rural", ilustrou Francisco Gaetani, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente.

Lançamentos e vendas de imóveis cresceram em 2013

Os lançamentos e vendas de imóveis no País cresceram na comparação de 2013 com 2012, puxados principalmente pelo forte avanço nas operações nos últimos meses do ano. O resultado, porém, não chega a configurar uma tendência de expansão constante dos negócios para este ano, segundo analistas. Eles ponderam que as perspectivas macroeconômicas para 2014 carregam certo grau de incerteza, enquanto boa parte das empresas de construção ainda precisa equilibrar o fluxo de caixa e retomar níveis saudáveis de rentabilidade antes de cogitar ampliar as operações.

Em 2013 foram lançados empreendimentos imobiliários com valor geral de vendas (VGV) de R$ 22,178 bilhões, alta de 10,2% ante 2012. Os lançamentos nos últimos três meses do ano representaram 41,7% desse montante. No quarto trimestre, os novos projetos atingiram VGV de R$ 9,253 bilhões, aumento de 20,9% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Já as vendas contratadas em 2013 totalizaram R$ 23,853 bilhões, alta de 9,1%. As vendas no quarto trimestre somaram R$ 7,824 bilhões, ampliação de 25,3%. Os dados foram levantados pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, a partir de relatórios operacionais prévios das nove maiores incorporadoras do País listadas na Bolsa - Cyrela, PDG, MRV, Gafisa, Tecnisa, Even, Direcional, Rodobens e Helbor. Brookfield e Rossi não foram incluídas porque só divulgarão seus resultados junto com o balanço financeiro, no próximo mês.

"Os números do quarto trimestre dão o conforto de sinalizar que a demanda por imóveis continua saudável", afirmou o analista de construção civil da corretora Bradesco, Luiz Mauricio Garcia. Ele observou que a concentração das operações no fim do ano foi mais forte que o habitual e ocorreu porque muitas empresas tiveram dificuldades para obter as licenças para lançamentos nos meses anteriores. "É um ano de troca de gestão nas prefeituras, isso é normal", disse.

Garcia ponderou, no entanto, que o tamanho do mercado imobiliário em 2014 ainda é incerto. Do ponto de vista macroeconômico, falta clareza sobre o ritmo de crescimento da economia brasileira neste ano. Além disso, o calendário terá Copa do Mundo e eleições, com perspectiva de impacto negativo para as vendas de imóveis.

Outro fator que diminui a visibilidade sobre o tamanho das vendas e lançamentos neste ano é o fato de que parte das incorporadoras ainda está se reestruturando, após sofrerem com atrasos de obras e estouros de orçamentos. Pela frente, essas empresas ainda têm o desafio de concluir obras antigas e repassar os clientes para o financiamento bancário, quando recebem o grosso do pagamento pela unidade vendida na planta.

"Acreditamos que o setor ainda guarda bons fundamentos e que as empresas mais bem posicionadas nas principais praças e segmentos podem se beneficiar", afirmou Wesley Bernabé, em relatório do BB Investimentos. "O problema, no entanto, é que os investidores precisam que esse otimismo seja refletido em números pelas companhias, o que ainda custa a acontecer em alguns casos."

Um ponto comum na estratégia de reestruturação das incorporadoras em 2013 foi o foco na venda de estoques, ao invés da oferta de novos projetos. De acordo com levantamento do Broadcast, a diferença entre lançamentos e vendas culminou na redução, em média, de R$ 1,675 bilhão nos estoques do setor no ano passado. O cálculo não considera vendas e projetos cancelados ou outras operações com influência sobre os estoques.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Setor de imóveis mostra sinais de exuberância na Europa

Enquanto governantes ainda lutam para tirar economias da Europa da crise, o mercado imobiliário volta a dar sinais de exuberância. Números do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) revelam que mercados europeus lideram com folga o ranking global de valorização de imóveis nos últimos seis meses. Na Dinamarca, alguns setores do mercado imobiliário tiveram aumento de preços de quase 20% em um semestre. Com o quadro, voltam a ser ouvidas suspeitas de bolha.

Após anos de contração, o setor imobiliário finalmente volta a ter motivos para comemorar. Nos últimos meses, o preço dos imóveis na Europa ganhou velocidade com os sinais seguidos de que o pior da crise já teria ficado para trás. Com isso, a região acumula valorização superior à dos mercados emergentes e dos Estados Unidos.

Em seis meses, o preço médio dos imóveis negociados na Dinamarca, por exemplo, saltou 18,3%. O movimento é repetido em outras cidades e países da Europa: Dublin, na Irlanda, acumula valorização de 12,4%, Tartu, a segunda maior cidade da Estônia, tem alta de 12,3% no mesmo período e é seguida pela Polônia (12,2%) e Eslovênia (11,4%) - a pesquisa do BIS recebe dados dos países que trazem o comportamento do mercado nacional ou de alguns localidades.

"Após anos de crise, há muitas oportunidades em vários países da Europa, como Irlanda, Espanha e Portugal. Esses mercados têm apresentado valorização com os sinais de saída da crise financeira e a maior confiança dos compradores, o que sustenta o aumento da demanda", diz Liam Bailey¸ chefe da área de pesquisa internacional da maior imobiliária independente do mundo, a britânica Knight Frank.

Mesmo sem ter sofrido um baque econômico comparável à Irlanda ou à Espanha, o Reino Unido também surfa nessa onda de otimismo e o preço médio dos imóveis aumentou 8,1% em seis meses na capital britânica.

Alerta

O quadro traz euforia para alguns, mas acende o sinal de alerta para outros. Recentemente, o economista Nouriel Roubini disse que há sinais de bolha imobiliária reaparecendo em diversos países, em especial na Europa - como Alemanha, Finlândia, França, Noruega, Reino Unido, Suécia e Suíça.

O argumento dos cautelosos é de que o mercado está reagindo muito mais rápido que o passo da economia. Isso poderia estar sendo motivado por demanda especulativa. Além disso, famílias já têm elevado nível de endividamento na região. O endividamento dos ingleses, por exemplo, cresceu com força recentemente e superou o nível pré-crise no fim de 2013.

Como era de se esperar, o setor imobiliário - parte interessada no aumento de preços - minimiza a possibilidade de bolha e contesta a ameaça. Uma das maiores imobiliárias do Reino Unido, a Savills, usou um relatório recente de 16 páginas para rechaçar a possibilidade.

Mais que isso, a imobiliária anunciou a previsão de que os preços terão alta de 25,3% no acumulado dos próximos cinco anos. Diante da previsão da casa, os analistas da Savills reafirmam que o momento é propício à compra de imóveis no Reino Unido. (Fernando Nakagawa) - Enquanto governantes ainda lutam para tirar economias da Europa da crise, o mercado imobiliário volta a dar sinais de exuberância. Números do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) revelam que mercados europeus lideram com folga o ranking global de valorização de imóveis nos últimos seis meses. Na Dinamarca, alguns setores do mercado imobiliário tiveram aumento de preços de quase 20% em um semestre. Com o quadro, voltam a ser ouvidas suspeitas de bolha.

Após anos de contração, o setor imobiliário finalmente volta a ter motivos para comemorar. Nos últimos meses, o preço dos imóveis na Europa ganhou velocidade com os sinais seguidos de que o pior da crise já teria ficado para trás. Com isso, a região acumula valorização superior à dos mercados emergentes e dos Estados Unidos.

Em seis meses, o preço médio dos imóveis negociados na Dinamarca, por exemplo, saltou 18,3%. O movimento é repetido em outras cidades e países da Europa: Dublin, na Irlanda, acumula valorização de 12,4%, Tartu, a segunda maior cidade da Estônia, tem alta de 12,3% no mesmo período e é seguida pela Polônia (12,2%) e Eslovênia (11,4%) - a pesquisa do BIS recebe dados dos países que trazem o comportamento do mercado nacional ou de alguns localidades.

"Após anos de crise, há muitas oportunidades em vários países da Europa, como Irlanda, Espanha e Portugal. Esses mercados têm apresentado valorização com os sinais de saída da crise financeira e a maior confiança dos compradores, o que sustenta o aumento da demanda", diz Liam Bailey¸ chefe da área de pesquisa internacional da maior imobiliária independente do mundo, a britânica Knight Frank.

Mesmo sem ter sofrido um baque econômico comparável à Irlanda ou à Espanha, o Reino Unido também surfa nessa onda de otimismo e o preço médio dos imóveis aumentou 8,1% em seis meses na capital britânica.

Alerta

O quadro traz euforia para alguns, mas acende o sinal de alerta para outros. Recentemente, o economista Nouriel Roubini disse que há sinais de bolha imobiliária reaparecendo em diversos países, em especial na Europa - como Alemanha, Finlândia, França, Noruega, Reino Unido, Suécia e Suíça.

O argumento dos cautelosos é de que o mercado está reagindo muito mais rápido que o passo da economia. Isso poderia estar sendo motivado por demanda especulativa. Além disso, famílias já têm elevado nível de endividamento na região. O endividamento dos ingleses, por exemplo, cresceu com força recentemente e superou o nível pré-crise no fim de 2013.

Como era de se esperar, o setor imobiliário - parte interessada no aumento de preços - minimiza a possibilidade de bolha e contesta a ameaça. Uma das maiores imobiliárias do Reino Unido, a Savills, usou um relatório recente de 16 páginas para rechaçar a possibilidade.

Mais que isso, a imobiliária anunciou a previsão de que os preços terão alta de 25,3% no acumulado dos próximos cinco anos. Diante da previsão da casa, os analistas da Savills reafirmam que o momento é propício à compra de imóveis no Reino Unido.

Seminário discute a valorização e revitalização de imóveis tombados

Desde 2012, o centro tem um programa da prefeitura do Rio para apoiar e patrocinar a restauração dos imóveis com investimento de R$ 12 milhões


io de Janeiro - As ações de valorização e revitalização dos imóveis tombados e preservados do centro do Rio de Janeiro serão tema de um evento na próxima terça-feira (21/1), promovido pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), em parceria com a seção Rio do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RJ). O seminário O Centro do Rio: Ambiências e Patrimônio Urbano vai reunir arquitetos e urbanistas na sede do IAB-RJ, no bairro do Flamengo, das 10h às 18h30.

Durante o evento, os presidentes do IRPH, Washington Fajardo, e do IAB-RJ, Pedro da Luz Moreira, farão o lançamento oficial de uma campanha de valorização do centro. Desde 2012, essa parte da cidade tem um programa da prefeitura do Rio para apoiar e patrocinar a restauração de imóveis tombados e preservados com investimento de R$ 12 milhões.

A primeira edição do programa aprovou projetos de restauração de nove imóveis e as inscrições para a segunda edição estão abertas até 25 de fevereiro. Os projetos inscritos precisam prever a recuperação de imóveis de quatro áreas de Proteção do Ambiente Cultural (Apacs) da região central do Rio: Corredor Cultural; Cruz Vermelha; Catumbi e Cidade Nova, além do Catete e da Glória.

“O edital contempla iniciativas de restauro para fins habitacionais, comerciais e culturais. Essa mudança pode trazer ganhos qualitativos importantes à região do Centro”, avalia o presidente do IAB-RJ, Pedro da Luz.

A estimativa do IRPH é que 8.500 imóveis possam concorrer a cotas de fomento do programa da prefeitura, que variam de R$ 200 mil a R$ 400 mil. São aceitas inscrições de produtoras culturais, organizações não governamentais, organizações sociais, escritórios de arquitetura, empresas de engenharia com experiência em restauro e cooperativas de artesãos e restauradores. Não são aceitas inscrições de pessoas físicas, mesmo que sejam donos de imóveis.